domingo, 6 de abril de 2014

(sem título)


o cão não estava atento
quando a planta surgiu na terra fofa
e as pegadas de sol começaram a aparecer nas coisas

por detrás da fome da luz
por entre os juncos verdes da lagoa
o horror da planta formava-se a pouco e pouco

o existir no mundo fora da mãe
o despontar da vida para a visão a captar e cobiçar
a sedução da cor para a mão que arranca e corta se mover

porque a planta era bela e luminosa
e o seu destino era a ferida


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